O Pará no Centro do Mundo
- avancaparaoficial
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Título: O Legado Além das Obras: O Que a COP 30 Representa para a Realidade do Povo Amazônida Por: Aldhiery Chagas – Observatório Amazônida
Belém deixou de ser apenas a capital do Pará para se tornar, oficialmente, a capital mundial da diplomacia climática. À medida que 2026 avança, a cidade se transforma em um laboratório de infraestrutura e sustentabilidade. No entanto, para o Observatório Amazônida, a análise vai além das fachadas renovadas e dos novos parques urbanos: o foco é o impacto real na vida de quem habita as margens dos rios e as periferias da metrópole.
A COP 30 trouxe para o Pará um volume de investimentos inédito. O Porto Futuro II e a Nova Doca são símbolos de uma Belém que tenta se reconciliar com sua orla. Mas o grande debate proposto por este Observatório é a bioeconomia. Pela primeira vez, o mercado internacional olha para os produtos da floresta — o açaí, o cacau, os óleos essenciais e o conhecimento ancestral — não apenas como matéria-prima, mas como ativos de alto valor agregado.
O desafio do governo estadual e federal é garantir que esse legado não seja efêmero. A qualificação profissional que vemos hoje em Mosqueiro, Icoaraci e no centro de Belém precisa sobreviver ao evento. O paraense não quer apenas ser o anfitrião de uma festa luxuosa; ele busca ser o protagonista de uma economia que mantém a floresta em pé e a dignidade no bolso.
Como redator deste espaço, observamos que o sucesso da COP 30 não será medido pelo número de presidentes que pisarem em nosso solo, mas pela capacidade do Pará em converter essa visibilidade em saneamento básico, segurança e autonomia financeira para os nossos produtores. A Amazônia não é apenas o pulmão do mundo; ela é a casa de milhões que exigem respeito e desenvolvimento.













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